Núcleo de Oftalmologia de Copacabana

Criadas há mais de 60 anos, as lentes intraoculares evoluíram de forma rápida e hoje proporcionam a melhoria da visão dos portadores de catarata, além da dispensa do uso de óculos para alguns deles.

A catarata é a maior causa de cegueira evitável do Brasil. Doença comum entre os idosos, a catarata é a opacificação da lente natural dos olhos, chamada cristalino. O tratamento é cirúrgico e consiste na retirada da lente natural dos olhos para a colocação de uma lente intraocular artificial.

Antes do surgimento das lentes intraoculares, a cirurgia de catarata se resumia à retirada da lente natural do olho. Depois da cirurgia, os pacientes precisavam fazer uso de óculos com lentes grossas, de alto grau, para suprir a deficiência causada pela retirada do cristalino.

Assim que as lentes intraoculares surgiram, os médicos enfrentaram o desafio de fixar a prótese no local correto. Quando este foi solucionado, a preocupação passou a ser o tamanho da incisão, que tornava o pós-operatório longo.

Hoje, a realidade é outra. A facoemulsifi cação, técnica que surgiu na década de 60, tornou a cirurgia mais simples, com um pós-operatório rápido. Nesta técnica, a catarata é aspirada através de uma pequena incisão, que sequer precisa de sutura. Atualmente, as lentes possuem a estabilidade necessária e se fixam no local correto, e a alta tecnologia usada na cirurgia tornou sua recuperação mais rápida.

Alcançado o objetivo inicial, de retirar o embaçamento da visão, os avanços seguintes procuraram agregar às lentes outros benefícios. Nos anos 90, as lentes passaram a corrigir erros de refração, nas chamadas lentes monofocais, que solucionam problemas de visão para longe ou para perto. E há apenas cinco anos, chegaram ao Brasil as lentes multifocais, que corrigem os problemas de visão tanto para perto, quanto para longe.

Os que já realizaram a cirurgia e possuem lentes, sem os benefícios da correção de grau, podem optar pela mais nova lente intraocular: Sulcoflex®. A lente Sulcoflex® é implantada numa região diferente da primeira lente intraocular, e é indicada para aqueles que ficaram com grau residual após a realização da cirurgia de catarata.

A atual eficiência da cirurgia da catarata se deve à alta tecnologia desenvolvida na Oftalmologia.